segunda-feira, 15 de março de 2010

DICAS LITERÁRIAS DE CAMILA

Como prometido, dicas literárias de Camila Pacheco, mãe dos gêmeos Carolina e Rafael, que só dormem depois que a mamãe saca um desses da estante e lê pra eles. Obrigado Camilinha.


Sete histórias para contar - Adriana Falcão e Ana Terra

Muito bom, adoro a história da menina que sentia uma dor azul todo final de tarde e de manhã ela sentia uma saudade lilás e a tarde um desejo prata de não sabe o que...

e a do piolho Godofredo que gostava de filosofia e se encantava pelos pensamentos das pessoas.


Mania de explicação - Adriana Falcão

Minhas explicações preferidas:

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.


Viva a música - Os gatos pelados - Tradução José Amaro

De onde vem o som e os instrumentos? Explicando música para crianças, ritmo e melodia numa brincadeira acompanhada por Pipo.


O quadro mais bonito do mundo - Miguel Óbelos e Roger Olms com arte de Joan Miró

Como pensa Miró? Uma viagem imaginária em busca das cinco manchas de tinta que fogem e colorem o mundo que passa.


O poeta aprendiz - Adriana Calcanhoto.

Mais um fruto daquela fase dela de fazer arte pra crianças. Bem legal.


Antologia de poesia brasileira para crianças - Ilustrações Teo Puebla

Lindíssimo. Uma boa forma de introduzir poesia para crianças. Tem Drummond, Henriqueta Lisboa, Fagundes Varela, Mario Quintana, Manuel Bandeira entre outros.


Ou isto ou aquilo - Cecília Meireles

Sou suspeita para falar desse livro, sei de cor até hoje várias das poesias, mas confesso: a versão de quando eu era pequena era muitíssimo mais linda do que a atual. Se eu achar um Ou isto ou aquilo dos anos setenta, EU COMPRO.


Como começa? - Silvana Tavano e ilustrações de Elma.

Faz questionamento de onde vem as coisas e para onde vão. As ilustrações são belíssimas.


Um garoto chamado Roberto - Gabriel o pensador com ilustrações de Daniel Bueno

Sem preconceitos, gente. É um bom livro, às vezes parece que ele escreve como canta, não poderia ser diferente. História de um menino que tem seis dedos tentando se adaptar a um mundo onde as pessoas tem 5 dedos em cada mão.


Depois mando mais,

beijocas,

Camila

quinta-feira, 11 de março de 2010

DICA LITERÁRIA: BLOG DA ANA TERRA



Tem todos os livros dela como autora e como ilustradora.
Ava já leu vários e adora. Pra quem tem criança é um ótimo guia para sua próxima compra. Diversão garantida. E a hora de dormir vira um prazer.

No próximo post dicas literárias de uma mamãe fantástica.
Camila Pacheco, mãe de Carolina e Rafael. Não é fácil cuidar de gêmeos e ela tira de letra. Por isso, ninguém mais qualificada para recomendar literatura infantil! ;)

Inclusive foi dela a dica do Sete histórias pra contar, da Adriana Falcão e Ana Terra cuja capa está acima.



segunda-feira, 8 de março de 2010

SOB O CÉU QUE NOS PROTEGE



Tenho várias dúvidas a respeito da educação de minha filha. Uma delas é se devemos misturar religião e infância. Os conceitos de amor, respeito, moral e ética, que são essenciais, não precisam necessariamente estar misturados com doutrina, ou precisam? Certo e errado são conceitos dependentes de religião para existir ou para conseguirmos diferenciá-los? E qual é a melhor religião? Sempre a dos pais? E se o pai e a mãe tiverem religiões diferentes? Religião na vida de uma criança é realmente necessária?

Tentar compreender a existência de seres imateriais que dão e que tiram, que permitem que várias pessoas tenham uma vida longa e feliz e ao mesmo tempo permitem que milhares morram em catástrofes ou vivam em miséria, não confunde a cabecinha cada vez mais ocupada das crianças?

Estou começando a ouvir frases como: “Por que existem pessoas pobres, elas não sabem rezar?” ; “Não tem problema morrer se a gente volta, né papai?” e “Não precisa de remédio, se eu rezar vou ficar boa”. Elas me fazem refletir se é a hora de minha filha conviver com dogmas religiosos. E se estes dogmas são compatíveis com as noções de causa e efeito, tão importantes nessa fase.

Alguns pais não furam a orelha da filha quando bebê, esperando que venha dela a iniciativa quando mais velha; hoje a maioria dos pais respeita a opção profissional e sexual de seus filhos, quando adultos, por mais que tenham restrições a respeito. Da mesma forma, acho que deixarei pra ela escolher sua religião, se ou quando tiver necessidade disso. E respeitarei sua escolha. Mas por enquanto o céu será lugar de nuvens, pássaros e estrelas.

O CÉU QUE NOS PROTEJE

Tenho poucas certezas quanto à educação da minha filha. Uma delas é que não devo misturar religião e infância. Os conceitos de amor, respeito, moral e ética, essenciais, não precisam estar misturados com doutrina. Certo e errado nunca precisaram de religião para existir ou para conseguirmos diferenciá-los. Tentar compreender a existência de seres imateriais que dão e que tiram, que permitem que várias pessoas tenham uma vida longa e feliz e ao mesmo tempo permitem que milhares morram em catástrofes ou vivam em miséria, só baratina a cabecinha cada vez mais ocupada dela. As frases “Por que existem pessoas pobres? Elas não sabem rezar?”,“ Não tem problema morrer se a gente volta, né papai?” e “Não precisa de remédio, se eu rezar vou ficar boa.” me dão a certeza que não é a hora. Acho incompatível com as noções de causa e efeito tão importantes nessa fase. Alguns pais não furam a orelha da filha quando bebê, esperando que venha dela a iniciativa quando mais velha; hoje a maioria dos pais respeitam a opção profissional e até sexual de seus filhos, por mais que tenham restrições a respeito. Da mesma forma eu deixarei pra ela escolher sua religião, se e quando tiver necessidade disso.

SOMOS O QUE SOMOS

Acho que ser homem, pai, marido, adulto do sexo masculino já foi mais fácil, mas não tinha graça. Confinados em seus clubes, escritórios, s...