domingo, 4 de abril de 2010

COMO NOSSOS PAIS?

Somos melhores pais que nossos pais. E nossos filhos serão melhores pais que nós, eu suponho. Não há problema em constatar que nossa percepção sobre os sentimentos das crianças e nossa preocupação com sua educação informativa e sentimental também evoluiu. As opiniões de avós, pais, parentes e amigos em faixas etárias mais avançadas não devem ser desconsideradas de cara, mas devem passar por nossa peneira antes de as tomarmos como verdade. Os parâmetros mudam. E isso sem desrespeito e sem que precisemos entrar em conflito com a geração que nos criou.

Lembro-me que no auge de alguns conflitos emocionais, lá pelos meus 12 anos, vi um cartoon na revista MAD, de um artista que sempre me influenciou muito, Al Jaffee, que dizia: Ser rico é: encontrar pelo menos um adulto que não te trata como uma criança idiota. E lá estava na ilustração uma menininha deitada em um divã, conversando com seu analista. Morri de inveja dela. Isso no final dos anos setenta. Hoje ninguém precisa ser rico para pagar um analista para sua criança e mesmo os mais leigos sabem considerar as opiniões e os conflitos dos pequenos. A cada dia a gente os trata como sempre quis ser tratado quando criança, quebrando um ciclo perverso que fazia com que os adultos repetissem, quando pais, abusos e desleixos sofridos por eles na infância. Certos questionamentos meus quando criança eram tratados como “invenção de moda” ou “chifre na cabeça de cavalo”, por mais importantes que fossem esses assuntos para mim.

A gente tem que distinguir os conceitos datados dos que ainda estão valendo. E isso é um mérito dos nossos pais por terem nos dado a capacidade de desenvolvermos esse discernimento. E nossos filhos irão com certeza agradecer por isso.

2 comentários:

sofia disse...

Não sei não viu? Hoje o que mais vejo por aí são crianças que não são bem criadas, no sentido de que os pais não tem tempo para prestar atenção real nelas, daí deixam a educação ao encargo de babás, escola, etc...Na verdade vejo muitas crianças absolutas sem limites, mandando nos pais que tem medo de que qualquer contrariedade venha a magoá-las, traumatizá-las, ou até nesse lance de tratá-las como sempre sonharam pode passar da conta. Tenho até lido mto a respeito disso na internet. Não quero ser pessimista mas infelizmente n sei como serão as gerações futuras com a educação presente hoje em dia, pois me parece que muitas famílias não ligam as informações de hoje com as coisas boas da educação de antigamente e muitos valores são menosprezados, daí a individualidade exacerbada e falta de respeito que as vezes se nota por aí. Eu ainda n sou mãe e me baseio nas histórias que vejo e ouço ao meu redor: filhos de conhecidos, sobrinhos de amigos, alunas de minha irmã, adolescentes que vejo por aí...Pretendo usar muito da educação que recebi de meus pais e avós qdo for criar meus filhos, juntando ao moderno claro, mas sem entrar nessa loucura que acomete mtos lares atuais. Nossa, falei demais,rsrs, não é pra criar polêmica tá? sigo seu blog e acredito que vc é um excelente e sábio pai :) Bjo!!

Aggeo Simões disse...

Talvez eu tenha sido um pouco radical, escrevi isso depois do almoço de páscoa e de uma lavação de roupa suja básica com meus pais. Mas acho que se os conceitos não evoluírem a gente também não evolui. Quanto mais respeitados quando crianças mais respeitamos quando adultos.

SOMOS O QUE SOMOS

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