segunda-feira, 10 de maio de 2010

DE UM PAI SOLTEIRO PRA OUTRO: MEU PAIZÃO

Além da Priscila, que nos ajuda três vezes por semana aqui em casa e nem lê mais aquela listinha de afazeres que eu já postei por aqui, tenho a sorte de ter um paizão que vem cá pra casa ficar com Ava toda vez que preciso sair à noite estando com ela. Além de pegar e levar a petita na escola quando não posso, topar as brincadeiras mais cansativas, ter um know how de fazer cabaninhas como nenhum outro e ser aquele vô coruja que tira fotos e conta histórias, meu velho pai é um violonista de mão cheia que acompanha a neta quando ela quer soltar a voz. A última música que Ava aprendeu foi Caminho das Águas, de Rodrigo Maranhão, interpretada por Maria Rita. Há alguns dias vi os dois ensaiando e fiquei muito emocionado. Só nesse dia, vendo sua disponibilidade, dedicação e carinho, foi que me lembrei que meu pai se separou da mamãe há vinte anos, teve algumas namoradas, mas continua pai solteiro como eu. Ele é a primeira pessoa que ligo quando preciso de ajuda. Algumas babás são super competentes e carinhosas, mas ter a companhia de família nos momentos em que não estão com os pais é ótimo para o amadurecimento cultural, intelectual e afetivo das crianças. Ava também adora ficar com a Priscila quando tenho que sair de manhã. Ela já está conosco há dois anos e tem um carinho e uma facilidade enorme para se relacionar com a petita. Mas devo a meu pai a tranqüilidade de sair para trabalhar ou me divertir quando deixo os dois cantando juntos e vou ouvindo até sair pela garagem o som de risos, seu violão e a voz de minha filha. Dá até pena sair.



3 comentários:

Luisa disse...

Linda história... Acho que ter um avô, deste jeitinho aí, deve ser muito bom!

Paloma disse...

Que bacana! Muito bom poder contar com a família e com um avô assim. bjos
Paloma e Isa

Nati disse...

Adorei teu blog,tudo.. tua filha uma linda...to seguindo !!
Boa semana =)

SOMOS O QUE SOMOS

Acho que ser homem, pai, marido, adulto do sexo masculino já foi mais fácil, mas não tinha graça. Confinados em seus clubes, escritórios, s...