segunda-feira, 8 de março de 2010

O CÉU QUE NOS PROTEJE

Tenho poucas certezas quanto à educação da minha filha. Uma delas é que não devo misturar religião e infância. Os conceitos de amor, respeito, moral e ética, essenciais, não precisam estar misturados com doutrina. Certo e errado nunca precisaram de religião para existir ou para conseguirmos diferenciá-los. Tentar compreender a existência de seres imateriais que dão e que tiram, que permitem que várias pessoas tenham uma vida longa e feliz e ao mesmo tempo permitem que milhares morram em catástrofes ou vivam em miséria, só baratina a cabecinha cada vez mais ocupada dela. As frases “Por que existem pessoas pobres? Elas não sabem rezar?”,“ Não tem problema morrer se a gente volta, né papai?” e “Não precisa de remédio, se eu rezar vou ficar boa.” me dão a certeza que não é a hora. Acho incompatível com as noções de causa e efeito tão importantes nessa fase. Alguns pais não furam a orelha da filha quando bebê, esperando que venha dela a iniciativa quando mais velha; hoje a maioria dos pais respeitam a opção profissional e até sexual de seus filhos, por mais que tenham restrições a respeito. Da mesma forma eu deixarei pra ela escolher sua religião, se e quando tiver necessidade disso.

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