segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SER OU NÃO SER













Há aquela velha discussão sobre se os fins justificam ou não os meios. No caso do casamento (ou morar junto) eu tenho uma certeza: os inícios justificam os fins. O começo de um relacionamento que evolui para a gente tomar coragem de querer morar junto tem que ser bom demais. Excitante, mágico, complementar, de sonho. Pra justificar todo aquele sofrimento do término. Que virá, mais cedo ou mais tarde. Gente que já passou por dois pensa assim.

Estou vindo com esse assunto depois de uma conversa que participei com um grupo de amigos. De um lado, os recém solteiros, cheios de convicções de que nunca mais vão juntar seus trapos com ninguém. Do outro, de que eu fazia parte, os solteiros já sem mágoas, com a memória do término esvanecida pelo tempo, e por isso mais resolvidos com a possibilidade. A gente, do segundo grupo, há poucos anos atrás fazia parte do primeiro. E eles sabiam disso. Nós também sabíamos que todos os recém solteiros são radicais e que depois de algum tempo iriam passar para o segundo grupo. Foi bem engraçado. Mas numa coisa fechamos. Ninguém segura a ideologia da solteirice depois que encontra alguém especial e consegue enxergar isso. Se o carisma se estende por meses, anos, e se a vontade de ficar junto persiste, podemos até ir com o pé atrás, mas vamos, felizes da vida. E que venham as alegrias e dificuldades dessa utopia.

8 comentários:

Mães, mulheres e tal disse...

dá pra criar o grupo de quem ainda não juntou os trapos (a não ser com os filhos)???
adorei esse post,principalmente a parte das alegrias e dificuldades dessa utopia,espero conhecê-las...
bj bj
Jéssica

rocosta disse...

Ainda estou na solterice, mas encontrando a tal pessoa especial... tudo pode acontecer. Mas, confesso está difícil ;-)
Forte abraço!

Nina disse...

Adorei esse texto... O segundo que leio hoje com a palavra "utopia". Sincronicidade, que me leva a acreditar que, sim, é possível!

beijo!

Leca disse...

Utopia ou não...existe coisa mais gostosa do que se apaixonar?
...sentir a entrega recíproca?
...fazer planos?
...viagens?
...realizar os sonhos?
Eu não sei se estou no primeiro ou no segundo grupo...
Mas...continuo acreditando na beleza que é o amor...
Bjus
Leca

Luisa Dias disse...

Engraçadíssimo o texto, porque é assim mesmo... Um grupo sabe que, inevitavelmente, cairá no outro, mas por isso é tão bom defender o que se está vivendo.

*Ca* disse...

Sou mãe solteira, e preciso de um manual para enteder os pais solteiros!!! Adorei a idea... Parabens!!!

Coisa de mãe disse...

Concordo em gênero, número e grau com o segundo grupo. Já passei pelo primeiro. As alegras vêm com certeza. As dificuldades, também. Mas o que importa é viver!

Anônimo disse...

É nada como discursos racionais sobre o relacionamento, depois que a paixão passa só existe a tentativa racional de entender o início, o caminho e o fim.
Agora pode ser mais difícil com o passar das relações o encantamento, nem sempre a gente se deixa encantar ou encantar alguém, mas uma única certeza quando a paixão acontece não há razão a gente casa e como toda paixão acaba descasa. É o preço da paixão e pode ter certeza sempre vale a pena.

Beijocas

Camila

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