PREFÁCIO

Quando me separei, em 2005, minha filha tinha apenas um ano e meio. As primeiras postagens falam mais do processo de reconstruir a vida, tanto a vida pessoal quanto a vida de aprendiz de pai sem a presença da mãe. Agora, compartilho algumas descobertas, incertezas, dúvidas e aventuras que aparecem pelo caminho de nós dois. E a cada dia vejo que sou muito sortudo de ter a companhia que tenho.

Bem vindos ao manual do pai solteiro !

segunda-feira, 21 de março de 2011

NOVA ESCOLA, NOVO TUDO


Sempre acho estranho quando ouço pais reclamando de deveres de casa extensos e do tempo que perdem orientando os filhos a fazê-los. Claro que existem exageros, tipo escolas que já embutem nas crianças de sete anos preocupação com vestibular. Mas no geral, os professores dão os “para casas” que julgam necessários para que a matéria seja assimilada. Em reunião de pais eu ouvi o absurdo de um casal que dizia que pagava caro à escola exatamente para que o filho não precisasse que eles o educassem em casa. O garoto em questão não fazia nada se os pais não se sentassem ao lado dele. Não o culpo. Provavelmente era a hora em que ele tinha argumentos irrefutáveis para forçar a convivência e o diálogo com os pais. Sem paciência não se cria filho e achar que escola educa é um erro grosseiro. Ela informa. Quem educa somos nós. Mas, em algum momento, é normal praguejarmos por conta de uma importante reunião de escola incompatível com nossos horários de trabalho, ou de um dever que nem nós sabemos fazer.

Minha filha mudou de escola esse ano. Perguntando à ela o que estava achando da nova escola, vieram informações interessantes à respeito da professora, do espaço, da convivência com os colegas, da hora do recreio, do lanche, das aulas de arte. Tudo ali, tim tim por tim tim. Uma visão às vezes engraçada, às vezes curiosa sobre a nova escola. Marquei uma reunião para tirar algumas dúvidas. Feito isso, conversei com ela. Eu acredito na minha filha desconfiando. Ela não mente compulsivamente, mas crianças normalmente mentem para facilitar sua vida. Nesse papo vieram à tona mais algumas indagações e inevitáveis comparações com a escola antiga. Nostalgia em criança tão nova é no mínimo interessante. Ou seja, o que quero dizer com esse post, o primeiro depois de alguns meses de jejum, é que a avaliação da escola é uma coisa dinâmica e o diálogo a respeito da formação intelectual de nossos filhos tem que ser constante. Temos sempre que lembrar que escolas particulares, por mais bem avaliadas que sejam por nós, algumas vezes “agem” como uma típica instituição privada: visando o lucro. As únicas pessoas que passam informação de maneira desinteressada, movida pelo amor somos nós, os pais. Com o resto, temos que ficar de olhos e ouvidos bem abertos o tempo todo. E dá-lhe “para casas”, conversas, reuniões. Às vezes é chato, mas compensa.

9 comentários:

atendimento disse...

Olá papai!
Belo Blog!!! E post muito bom também. Desejamos boa sorte nessa nova escola e nova fase também na vida da sua pequena.

A @webfilhos adorou visitar seu blog!
Sucesso sempre.
Equipe Webfilhos.

Anônimo disse...

É isso ai, Aggeo,
Nossos filhos podem estudar na melhor e mais perfeita escola do mundo, de nada vale se não existir AFETO e afeto significa estar presente, escutar, participar...
Agora quanto aqueles que preferem terceirizar a educação que não venham reclamar no futuro....RS

É isso ai.
Beijocas
Camila

Prof.ª Sally B. disse...

Caro pai, o dever de casa, foi criado para o link entre escola e família. Há muitos anos e óbvio, a sociedade não é mais a mesma. O conteúdo, também. Nem todo pai compreende. Então, o dever de casa hoje, serve para fixação do aprendizado, sendo muito importante que o aluno saia da sala de aula, compreendendo a matéria. Caso contrário, "tia, essa questão eu não fiz, pois não entendi", e a tia não deve puni-la e sim, auxiliá-la. Belo blog. Fui criada por um pai solteiro. É uma jornada para ambos, pai e filha. Abraço.

Inaie disse...

eu detesto ajudar na licao de casa, ainda bem que o pai delas se encarrega da tarefa...

O Divã Dellas disse...

Quando temos essa pré-disposição para criar nossos filhos (e criar bem) passamos a crescer com eles. Eles não são fardos, ajudá-los nunca será fardo.
Sou mãe solteira e cuidar do Pedro é a coisa mais linda que tenho na vida.
Ele só tem 3 anos, mas soube falar sobre a diferença entre as professoras do ano passado e desse ano. Eles são espertos!
Beijos,
Cinthya

http://odivaadellas.blogspot.com

Aggeo Simões disse...

Bom voltar ao convívio da blogosfera. Obrigado a todos pela visita, obrigado também pelos comentários e elogios. Tô voltando com gás renovado, o blog deve virar livro este ano, talvez até um curta metragem. Mãos à obra. Beijão pra todos.

Roteiro Baby disse...

Agora eu entendi porque tantas blogueiras que eu gosto seguem este blog aqui... é muito bom mesmo!
Adorei e já estou seguindo também!

Michelle disse...

Acredito que muitas coisas andam "perdidas" na sociedade de hoje porque muitos e muitos pais realmente apenas colocam filho no mundo, e transferem a responsabilidade da educação a terceiros, responsabilidade esta única e exclusiva deles. A justificativa, não se tem mais tempo para nada, nem para educar o próprio filho.

Aline Cristina disse...

Que bom que vc voltou a postar !!!

Beijos !!!