PREFÁCIO

Quando me separei, em 2005, minha filha tinha apenas um ano e meio. As primeiras postagens falam mais do processo de reconstruir a vida, tanto a vida pessoal quanto a vida de aprendiz de pai sem a presença da mãe. Agora, compartilho algumas descobertas, incertezas, dúvidas e aventuras que aparecem pelo caminho de nós dois. E a cada dia vejo que sou muito sortudo de ter a companhia que tenho.

Bem vindos ao manual do pai solteiro !

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O MELHOR DOS DOIS MUNDOS













AS MARAVILHAS DE SER (PAI) SOLTEIRO

Agora é a hora de você reinventar a relação com sua criança, ganhar a confiança de seu filho como pai sem a presença constante da mãe e viver a vida. Tenha tempo para passar, sozinho, bons momentos com ela. Vá ao teatro, ao parque (você vai ver quantas mamães lindas, separadas e carentes existem nesse mundo), ao cinema, leve-a a escola. A convivência com crianças é um dos melhores anti-depressivos naturais que existem. E é uma bela troca. Você a deixa feliz e sai recarregado e feliz também, por mais que alguns momentos sejam cansativos para um recém pai solteiro. E por falar em anti-depressivos naturais, antes de recorrer aos de caixinha, caso esteja precisando, lembre-se que ar, água e sol são grandes remédios também. Corra, ande, nade. Não é balela não. Funciona mesmo. Mas antes faça um check-up e procure orientação médica adequada. Faça de tudo para não piorar sua situação. Seja atencioso com você.

Logo no começo, a maioria das crianças (isso depende muito da idade) sente saudades da mãe enquanto estão com o pai. A gente tem que ter a humildade necessária e saber que por mais que nos esforcemos, mãe é mãe. A criança vai manifestar seu amor por você, mas provavelmente muito mais pela mamãe querida. Normal. Mas enquanto ela estiver com você tente fazer desse momento um momento mágico. Ou no mínimo gostoso pra vocês dois. Com o tempo isso irá fazer a diferença no relacionamento de vocês.

Pode parecer mórbido, mas quando eu estava achando a tarefa de ser pai solteiro difícil demais, eu me lembrei de um amigo viúvo. Ele era pai e mãe em tempo integral, enquanto eu só metade da semana. É claro que ele fez amizade com várias mamães por conta disso e pedia-lhes ajuda vez por outra, mas nada melhor que trocar idéias com a mãe do seu filho. Se ele deu conta – a filha dele agora está com 24 anos, formada e fazendo mestrado em Londres - porque eu não iria dar? E agora a sociedade está muito mais bem preparada para receber essas famílias incomuns do que há vinte anos atrás.


Um comentário:

Dani Garlet disse...

mas que lindo tudo aqui!
a cris tem razão!!!!

beijos